sexta-feira, 5 de abril de 2013

Eventos e Exposições

Anticolonialismo e Nacionalismo
 
 
Do USP Online
O Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) Brasil África da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP promove, no dia 8 de abril, às 14h30, a palestra Anticolonialismo e Nacionalismo, Dois Conceitos Sinônimos?

O palestrante será o professor Michel Cahen, da Universidade de Bordeaux (França). O evento é gratuito, não exige inscrição prévia e acontece na Sala de Vídeo do Departamento de História da FFLCH, que fica na Av. Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, São Paulo.
Mais informações: (11) 3091-8595; site http://www.brasilafrica.fflch.usp.br

quarta-feira, 27 de março de 2013

Eventos e Exposições

Ampliando sua sólida agenda e estudos que desenvolve para o aprofundamento da arte contemporânea, o Instituto Tomie Ohtake promove a primeira exposição do seu novo programa curatorial, o Arte Atual. A exposição Estranhamente Familiar parte do termo consagrado e debatido por Sigmund Freud em seu ensaio "Das Unheimlich" de 1919, e reúne obras de quatro jovens artistas: Alice Miceli, Mariana Manhães, Rodrigo Matheus e Thiago Honório.
DE 13 MARÇO A 28 ABRIL DE 2013

Filmes, vídeos e livros

ALDEIA DO SILÊNCIO
Frei Betto


Um homem que se comunicava pelo silêncio.  Palavras construídas em pensamento e que ganharam o mundo através de seus escritos.  Assim é o homem que faleceu em um hospital 17 anos depois de ter sido ali internado.
Uma vez alfabetizado, seu mutismo tornou-se intransponível.  E sua internação alimentou-se de intensa leitura. Ao morrer, deixou um caderno com um rico relato de como vivera antes de ingressar no hospital.
Aldeia do silêncio, de Frei Betto, é uma viagem pelo mundo interior de uma pessoa sem nome próprio, mas com identidade definida.  Vivendo com seu avô, sua mãe, o cachorro e o urubu de estimação, esse personagem aprendeu a preencher com silêncio seu vazio interior.  
Sua família vivia reclusa, longe de qualquer sinal de “civilização”.  O isolamento também os libertava do controle do tempo. “Prescindíamos de relógio e calendário; ali o tempo desconhecia marcadores de ciclos e velocidade”, escreveu o personagem enquanto definhava no leito de hospital.
Mas a paz conquistada pelo isolamento não duraria para sempre.  Mesmo resistindo por anos ao apelo do pai – que fora viver na cidade – para que deixasse aquele local considerado atrasado e miserável, o homem sem nome não pôde enfrentar a força dos estranhos que chegaram à aldeia e o exilaram de sua casa e de sua família, as únicas referências que conhecera por toda a vida.
Cultivando o silêncio, ele descobriu o poder da palavra.  E também como a palavra é, todos os dias, maltratada e violentada.  Parecia-lhe que as pessoas têm necessidade de falar, tagarelar, banalizar o uso do verbo, enquanto ele, desde criança, se deliciava com cada palavra aprendida de uma forma que ninguém jamais entenderia.
“Não é a boca que faz o silêncio, é o âmago do nosso ser (...) O verdadeiro silêncio cala o espírito e se traduz em paz interior, em inquietação d´alma, e a ninguém julga, nem a si mesmo.”  Em Aldeia do silêncio, Frei Betto convida o leitor a refletir sobre o mistério da linguagem e a inestimável riqueza do silêncio interior.
O autor
FREI BETTO é autor de 56 obras, como os   romances Minas do Ouro, Hotel Brasil – O mistério das cabeças degoladas, Um homem chamado Jesus, A arte de semear estrelas, Alfabetto – autobiografia escolar, Alucinado som de tuba, O vencedor e O dia de Ângelo. Publicou também livros de contos, como Aquário Negro e Treze contos diabólicos e um angélico. Entre os títulos infantojuvenis, destacam-se Começo, meio e fim, Uala, o amor, Maricota e o mundo das letras, A menina e o elefante, Fogãozinho – culinária em histórias infantis, Saborosa viagem pelo Brasil e Talita abre a porta dos evangelhos. Por sua obra literária, Frei Betto ganhou duas vezes o prêmio Jabuti, além do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte e o prêmio Alba de Literatura. Suas obras foram traduzidas para 24 idiomas.

Eventos e Exposições


Si no ve correctamente este mensaje, pulse aquí
View this email as a web page
Aquí puede darse de baja
Use this link to unsubscribe


  Instituto Cervantes São Paulo Instituto Cervantes  
 
 
                      
INVITACIÓN

Exposición  pintura


Pilar Lacalle Pou

Inauguración
Abril 2, 2013
19:00h.  
          

                    “Reinventarse”Exposición  3  al 12  Abril 2013Martes a Viernes de 14:30h a 20:30h
Sábado de 9:00h a 15:00h.



Espaço Cultural do Instituto Cervantes

Av. Paulista, 2439 - térreo - São Paulo

 
 
Atendimento da secretaria:
 
de segunda a sexta das 07h00 às 21h45 e sábado das 08h00 às 16h30
 
 

Instituto Cervantes Sao Paulo

Av. Paulista, 2439 - 1.º andar
01311-300 Bela Vista - Sâo Paulo
Brasil
Tel.: 55 (11) 3897 96 00
Fax: 55 (11) 3064 22 03
informasao@cervantes.es / censao@cervantes.es/ recepcao@cervantes-brasil.c om.br



 

terça-feira, 26 de março de 2013

Notícias

Tráfico internacional de pessoas é crime invisível
 
 
 
Tráfico internacional de pessoas é alvo de estudo por sua complexidade
O tráfico internacional de pessoas para fim de exploração sexual foi objeto de uma dissertação de mestrado da Faculdade de Direito (FD) da USP. A advogada e editora jurídica Thaís de Camargo Rodrigues concluiu que o tráfico internacional de pessoas é um “processo delitivo”, sequência que envolve mais de uma violação, e que a lei brasileira não abrange todas as suas etapas.
A pesquisa O tráfico internacional de pessoas para fim de exploração sexual e a questão do consentimento teve início em 2009, quando a advogada sentiu-se motivada ao cursar  a disciplina de Direito Penal Sexual, no início da pós-graduação. “O tráfico internacional de pessoas foi um dos temas que me chamou bastante atenção por vários aspectos: pela grande violação dos direitos humanos e pelo pouco conhecimento sobre ele”, justifica a pesquisadora.
A pesquisa permitiu que Thaís entrasse em contato com outros profissionais que estudam o assunto, como a Promotora de Justiça Eliana Vendramini, a antropóloga Adriana Piscitelli e a jornalista Priscila Siqueira, além de examinar as legislações estrangeiras sobre o tema. Ela teve acesso a materiais com ajuda do Ministério da Justiça e do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estado de São Paulo. Contudo, Thaís não teve contato com vítimas, pois o crime, segundo o estudo, “é invisível, porque as pessoas que sofrem muitas vezes não se veem como vítimas” e alguns processos correm em segredo de justiça para proteger vítimas e testemunhas.
A conclusão obtida na dissertação de mestrado é que o tráfico internacional de pessoas não é apenas um crime, como descreve o artigo 231 do Código Penal Brasileiro. “Ele engloba o aliciamento, o transporte e a exploração que tira todos os direitos de uma pessoa”, conta. Trata-se, segundo Thaís, de um processo muito mais complexo do que descreve a lei brasileira atual.
O Protocolo de Palermo
Países como Portugal, Espanha, Alemanha e Argentina adequaram sua legislação sobre o tráfico internacional de pessoas conforme o Protocolo de Palermo, tratado feito em adição à Convenção das Nações Unidas contra o crime organizado transnacional, que define o crime e traça metas comuns de combate a ele.  No estudo, a pesquisadora percebeu que esse acordo tratava do tráfico de pessoas em seus diversos fins. “O Protocolo de Palermo define o tráfico para exploração sexual, para trabalho escravo e para remoção de órgãos”, esclarece e conclui “aqui no Brasil, no entanto, não há uma legislação unificada e sistematizada que abrace tudo isso”.
Não há tráfico quando a pessoa, maior e capaz, concorda em viajar ao exterior para fins de prostituição, segundo sua interpretação do Protocolo de Palermo.  “No nosso código, o consentimento é completamente ignorado, demonstrando um paternalismo exagerado”, avalia Thaís. Ela ressalta, no entanto, que para se levar em conta o consentimento do maior e capaz “é necessário comprovar se esta pessoa não está sofrendo alguma agressão ou se ela é vulnerável.”
Em sua dissertação de mestrado, Thaís escolheu dar ênfase ao tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual. Ela descobriu, portanto, que nem os órgãos internacionais analisados tratam a questão do consentimento com unanimidade. “Há duas organizações não governamentais (ONGs) que tratam dessa questão da prostituição. A Aliança Global Contra o Tráfico de Mulheres (GAATW) considera a prostituição como um trabalho e as pessoas podem escolher, mas a Coalizão Contra o Tráfico de Mulheres (CATW) entende que nenhuma pessoa pode escolher ser prostituta, por ser contra a dignidade humana.”
A pesquisa foi orientada pelo professor Vicente Greco Filho e defendida em maio de 2012 na Faculdade de Direito da USP.
Imagem: Marcos Santos / USP Imagens
Mais informações: email thais.cr@ig.com.br, com Thaís Rodrigues

domingo, 24 de março de 2013

Notícias

Blog Brasileiros na França, 15/03/13:
http://brasileirosnafranca.blogspot.com.br/2013/03/imigrantes-e-estrangeiros-brasileiros.html



Este é um blog de uma pesquisa em curso sobre imigração brasileira na França em anos recentes. O objetivo é conhecer os brasileiros que vão para a França viver, trabalhar ou estudar.

Quem são e como vivem os brasileiros e brasileiras na França?


"Imigrantes" e "estrangeiros" brasileiros na França segundo os dados do INSEE


Durante o século XIX, o maior parceiro comercial do Brasil era a Inglaterra. Todavia, as relações comerciais e culturais com a França não eram de pouca relevância, de forma que a influência francesa foi destacável. Estudos históricos sobre a presença de franceses no Brasil no século XIX em São Paulo (tese de doutorado na USP de Vanessa dos Santos Bodstein Bivar) e no Rio de Janeiro (pesquisa de Lená Medeiros de Menezes da UERJ) registraram que a França era tomada como um “modelo de civilização” e sinônimo de “luxo”. No movimento inverso, outros autores apontaram que as elites brasileiras do século XIX iam para França para estudar ou passear. Posteriormente, na segunda metade do século XX, a França acolheu refugiados políticos brasileiros que fugiam da ditadura militar instituída com o golpe de 1964. E desde que os brasileiros começaram a sair do país em função de motivações econômicas, na década de 1980, a França tornou-se um destino possível para aqueles que migram em busca de melhores oportunidades - de vida, trabalho ou estudo.

Esta pesquisa em curso trata especificamente desta “nova onda migratória”, ou seja, interessa-se pelos brasileiros que foram para a França depois dos anos 1980. Para quem não sabe, foi nesta época que o Brasil registrou pela primeira vez fluxos de emigração (saída de brasileiros), pois historicamente somos um país de imigração (receptor de estrangeiros). Essa emigração mais massiva resultou em grande medida da grave crise econômica que assolou o país na década de 1980, e que comprometeu as possibilidades de inserção no mercado de trabalho e de mobilidade social, inclusive inviabilizando a manutenção do status social das classes médias. Os trabalhos de Teresa Sales analisam perfeitamente esse contexto.

Os primeiros destinos dos brasileiros foram Estados Unidos, Europa e Japão. E a França também começou a atrair aqueles que buscam uma formação educacional no exterior (no caso de estudantes), uma experiência profissional diferenciada (no caso de profissionais qualificados), ou ainda uma melhor remuneração salarial em certos nichos do mercado de trabalho secundário (trabalhadores com baixa ou pouca qualificação).

No entanto, com a formação do espaço de livre circulação europeu, a França potencialmente torna-se um território de passagem, trânsito e instalação para os brasileiros que foram, estão ou vão para a Europa. Este é um dos motivos prováveis para o crescimento da presença de brasileiros no território francês.

Neste texto, apresento dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística e de Estudos Econômicos da França (INSEE) que apontam que os brasileiros são a segunda nacionalidade mais representativa dos latino-americanos, depois da haitiana, para todos os anos em que há dados deste tipo divulgados (1982, 1990, 1999 e 2008). Em 2008, os brasileiros eram um quinto da população latino-americana na condição de estrangeiros e imigrantes na França. Os imigrantes, conforme a definição do INSEE, são os brasileiros que vivem na França e nasceram no Brasil, e que obtiveram a nacionalidade francesa. Os estrangeiros são os brasileiros que moram na França

Os imigrantes brasileiros eram 5.300 em 1982 e 25.000 em 2008. Os estrangeiros também apresentaram crescimento: 3.800 em 1982 e 14.000 em 2008.


Os dados do INSEE mostram que o número de brasileiras na França é maior do que de brasileiros. A feminização da migração internacional é um fato que vem sendo reconhecido por diversos estudos contemporâneos. As mulheres representavam 59% dos imigrantes brasileiros na França em 1982 e 62% em 2008. Entre os estrangeiros, as mulheres brasileiras são também a maioria: eram 56% em 1982 e 62% em 2008.


 Quanto à idade, o INSEE divulgou dados por faixas etárias para os anos de 1999 e 2008. A grande maioria dos brasileiros que vive na França, segundo tais dados, é adulta; possui de 18 a 59 anos. Aqueles com 60 anos ou mais constituem a faixa menos representada no grupo. 34% dos imigrantes brasileiros que viviam na França em 1999 tinham menos de 18 anos. Em 2008, este valor diminuiu, e apenas 16% deles eram menores de 18 anos.

Os casamentos mistos são importantes para pensarmos a presença de brasileiros na França atualmente. De acordo com estatísticas de estado civil divulgadas pelo INSEE, em 2010 foram registrados 498 casamentos mistos entre franceses e brasileiros. Entre os casamentos franco-brasileiros, 78% dos casos eram situações nas quais a cônjuge era brasileira e o marido francês.

Os dados disponibilizados pelo INSEE não permitem um reconhecimento mais qualitativo sobre os brasileiros que vivem na França. Não há, por exemplo, informações sobre o nível de instrução, a inserção ocupacional, a renda per capita, etc. Estas informações são importantes para analisar a dinâmica desse recente fluxo de brasileiros na França. O levantamento empírico e as entrevistas realizadas como brasileiros que vivem (ou viveram) na França devem cumprir esse papel, e irão orientar e embasar os resultados da pesquisa.
Postado por


quinta-feira, 21 de março de 2013

Eventos e Exposições

 


Chrysalis da Cia Jordi L. Vidal no
VI Festival Ibero-americano de Teatro de São Paulo

23 de março às 19h00


A Fundação Memorial da América Latina e o Instituto Cervantes São Paulo convidam para o VI Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo que vai até o domingo 24 de março. As apresen­tações são abertas ao público, e com entrada franca. Participam do Festival montagens teatrais de sete países – Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, México, Espanha e Portugal. Ao todo, são quatorze peças que delineiam um panorama das artes cênicas na América Latina e nos países ibéricos. Um dos destaques do VI Festibero, será Chrysalis, do cia espanhola Jordi L. Vidal.

CHRYSALIS é um duo de dança e acrobacia baseado na evolução de um casal: o encontro, a paixão, as discórdias e o nascimento de um bebê... Tudo se passa em torno de uma corda que se ata e se desata em forma de esculturas, deixando escapar uma suavidade e uma doçura que encantam o público...

Vania D'Angelo (bailarina e acrobata)
Kevin Troussart (bailarino, acrobata e malabarista)
Jordi L. Vidal (diretor artístico e coreógrafo)


Chrysalis
Local: Memorial da América Latina – Auditório Simon BolivarData: 23 de Março, sábado às 19h00Programação completa do festival: www.memorial.org.br/download-da-programacao/